Este poema inspirou-se na
crônica de Taís Luso do blog taisluso no link seguinte com titulo: Para que chorar o que passou.
As duas mulheres do Sul.
A noite não coube de tanta
desilusão,
servida em altas doses em frias
taças,
que transbordam lagrimas,
decepção.
A
noite se desfaz em meio as fumaças.
São duas mulheres com vidas
perdidas.
nos desencontros só colhem
o desamor,
de bar em bar seguem como suicidas.
Maldito o álcool nos copos
onde há dor.
Seguem zumbis. Quando é
madrugada,
nos becos destilam a vida angustiante.
São elas as duas mulheres
destroçadas,
por amores vis dos homens arrogantes.
Assim amanhecem estas amarrotadas,
mulheres lançadas ao mundo
do vício,
remoem com remorso a noite
passada.
Comovido as vejo na porta do
hospício.
Toninho
09/07/2019
09/07/2019










