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No calor que causa dor.
O corpo treme na terçã.
Na boca apenas a sequidãoA dor abraça o corpo
Suor goteja pelos dedos
O corpo sente o abrasar
Nesta febre que lhe aplaca.
Mosquitinho dos infernos
Que não deixa viver.
Tylenol amigo da noite.
Pela boca como salvadorNa dureza deste acoite
Escrevo sobre sua dor
Falar deste mensageiro da agonia.
Para mulher da madrugada
O que mais queria era poesia
Triste cala na febre desanimada
Na noite de serenata a voz emudece
No corpo que acaricio na dor
Apena aprecio no que padece
Mas não canto sua canção de amor.
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Observação:
Na poesia carrego o meu medo de uma epidemia, num país onde uma maioria vive em guetos sem a mínima condição sanitária, os olhos frios destes que nada fazem, ou nada querem. Talvez o pior seja melhor.Como se perdeu o controle e atenção, as pessoas que já foram contaminadas reincidem na infecção criando novos números da Dengue. Neste momento que a Dengue se assanha pelo país nomeada por Dengue 3 e 4, ficamos a mercê destas picadas que causam calor/terror e podem matar.
Deixo o meu grito, nunca tive mas sei de suas façanahas.
A responsabilidade é de todos.
Toninho
24/03/2011.







