quinta-feira, 31 de março de 2011

No calor que causa dor.











Imagem Google





No calor que causa dor.

O corpo treme na terçã.
Na boca apenas a sequidão
A dor abraça o corpo
Suor goteja pelos dedos

 
Respirar, o ar que foge
O corpo sente o abrasar
Nesta febre que lhe aplaca.
Mosquitinho dos infernos
Que não deixa viver.

Tylenol amigo da noite.
Pela boca como salvador
Na dureza deste acoite
Escrevo sobre sua dor

Falar deste mensageiro da agonia.
Para mulher da madrugada
O que mais queria era poesia
Triste cala na febre desanimada

Na noite de serenata a voz emudece
No corpo que acaricio na dor
Apena aprecio no que padece
Mas não canto sua canção de amor.

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imagem Google


Observação:
Na poesia carrego o meu medo de uma epidemia, num país onde uma maioria vive em guetos sem a mínima condição sanitária, os olhos frios destes que nada fazem, ou nada querem. Talvez o pior seja melhor.

Como se perdeu o controle e atenção, as pessoas que já foram contaminadas reincidem na infecção criando novos números da Dengue. Neste momento que a Dengue se assanha pelo país nomeada por Dengue 3 e 4, ficamos a mercê destas picadas que causam calor/terror e podem matar.


Deixo o meu grito, nunca tive mas sei de suas façanahas.
A responsabilidade é de todos.
 

Toninho
24/03/2011.




terça-feira, 29 de março de 2011

SALVADOR_ 462 anos

Palácio Tomé de Souza-foto propria.
















PARABENS SALVADOR !


Ah, minha Salvador que amo e canto.
Em simples versos de carinho e gratidão
No quarto de século que nos amamos
Vivo a síntese de sua historia que a do Brasil.

Oh, cidade das magias e orixás a proteger
Seu dia se reveste do lindo Sol a aquecer
Na espera da linda Lua que nos ilumina.
Como o farol que está sempre a me guiar.

Parabéns linda Salvador com seus encantos
Que todos em suas terras sentem a delicia
No rufar dos tambores dos meninos bantos
Sobe e desce ladeiras na estranha coreografia

Ah, cidade das cores, ouço as batidas do Olodum.
Vejo o manto branco que desliza aos braços do Bonfim
É o canto desta cidade negra em ruas da Liberdade
Dança e canta na felicidade de ser o lindo Ilê Ayê.

Receba os mais belos doloridos versos de Castro Alves
Na lente bela insana em correria de Glauber Rocha
No cortante belo discurso de Ruy Barbosa
No calor da cinzas infernais de Gregório de Matos.

Acendam todos os faróis de suas entranhas
Do Farol da Barra à Ponta do Humaitá
É dia de festa na cidade de tantas façanhas
O de Itapuã espelha o mar na festa das Ayabás.


Observações:
 
Ayabas: são as orixas femininas.
Ilê Ayê (mundo negro):bloco afro com ação social reconhecida.
LIberdade: bairro predominante de negros.
Ponta do Humaitá: ponto turistico do mais lindo pôr do sol da cidade.
Igreja do Bomfim: ponto turistico simbolo de devoção e fé baiana.
Olodum (Deus dos Deuses): Grupo Musical do Pelourinho com ação social mundialmente reconhecida.



Toninho.
29/03/2011

sábado, 26 de março de 2011

Quando eu faço amor












Quando eu faço amor.

Na mais linda euforia do coração
Da alma toda em festa como criança

Cada instante eterniza a mansidão

Dos corpos na rítmica de uma dança

É o tempo que se depura na alegria
Na vontade de amar que aumenta

Numa aula viva da anatomia

Emoções prazeres que experimenta


Quando faço amor é como banho em rio
No mergulho do corpo fogueado

Com suaves toques, prazer e calafrio
Desejos ardentes de corpos enamorados.


Estranha forma de querer viver
Nesta sensação de um amor finito

Se nos olhos irradia o brilho do prazer
No coração a agonia de um grito.



Toninho.

26/03/2011


quarta-feira, 23 de março de 2011

De volta





imagem Google.











“Boa noite palavras
Versos, idéias, pensamentos
Regresso para sua intimidade

 Havia fugido para o trivial
Escorregando, afoguei-me no vazio
No poço das futilidades

 Escapei já quase idiota
Desse lamaçal às canelas
Ainda tenho sujos os pés

 Vim redimir-me nesse retorno
Pedir a benção dos vocábulos
Banhar-me novamente em versos
Lambuzar as mãos da tinta
Implorar a companhia da solidão

Cá estou !
Acolhe-me mundo abstrato
Dimensão de presságios e contemplações
Que sou eu.”

(Paulo Roberto Adão)

Para saber mais e se inspirar:

 Uso do seu próprio texto para uma homenagem ao tempo que convido os amigos a conhecerem este poeta sensível, um conterrâneo lá de Itabira. Que precisa voltar a criar e publicar suas belas inspirações que são tantas, que bem sei enriquece ainda mais este nossa vontade de ler.

Ah, ele é um dos nove irmãos de Jose Claudio Cacá este amigão/irmão daqui do Blog "uai Mundo?,blog do Cacá"

Publicada também no livro Minas de Palavras.


terça-feira, 22 de março de 2011

Menino que vi












  


Menino que vi.

Nasce o dia vem o menino apressado
Nas costas a mochila tão pesada
 Menino carrega fardo do passado
Na sua aparência já curvada

Finge que a vida lhe vai bem
A contrastar com seu olhar triste
Ignora os olhares e segue para o trem
Na janela viaja nas coisas que não existe

 Ele não leva a esperança da vida
Perdida em mistérios e segredos
Nas costas apenas a carga fingida.

Desce menino, sobe homem suicida
Na correria desesperada seus medos
Deixa a vida nua, bala perdida.

Toninho
21/03/2011.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Respostas da vida









 imagem Google









 
Aprendem-se todas as respostas
Mudam-se as perguntas em surdina
Estranho poder dos déspotas
Vigiando a vida em cada esquina

Quem lhes deu ousadia, poder?
Meu coração é terra particular
Não há espaço ao bel prazer
Para o meu querer assassinar.

Viver cada dia a aventura
No êxtase desta alegria
Que anule esta amargura

Sonhe da vida o mar de rosas
Que tão bem faz em sintonia
No querer de horas amorosas.

Toninho
16/03/2011





terça-feira, 15 de março de 2011

Senhora Poesia.






 imagem Google.



Senhora Poesia.

Quem é esta senhora que vem no meio do sonho?
E toma minhas mãos errantes e leva a passear
Conhecendo seu corpo suas magias e suas entranhas
Ela é mesmo ousadia nas suas andanças e eu vou
Navegando nas suas águas nos delírios das lembranças.

Às vezes canto numa tristeza sem fim
Que todo meu canto se reveste de uma melancolia
E me acordo assustado levado por um Serafim.
Outras me vejo deitado na relva na calmaria
Que meu corpo levita no amar infinito de ti.

O que pode esta senhora que meu peito apavora?
Que em meu corpo se transforma na torrente
De uma paixão louca que vem e me devora
E falo de coisas que a gente vive simplesmente.

Ela é mesmo uma fêmea ardente
Na estrutura bela que alucina e acaricia.
Se me entrego nu me ama belamente
 É doce viver com ela numa sinestesia.  



Dedicado à poesia.
Publicado no Recanto das Letras em 14/03/2011.
Toninho.
14/03/2011.

domingo, 13 de março de 2011

Cubra-me de pedras.









 imagem Google





Cubra-me de Pedras.

 
Cubra-me de Pedras.

Cubra-me de pedras
Lance seus espinhos
Do puro curare

Pedras que esmagam
Na minha fronte que sangra
No desmonte deste ser.

Cubra-me de folhas secas
Das arvores mortas do sertão
E assim acaba.



Obs. Exercicio de parodia e ou parafrase.
Inspirado em "Coroai-me de Rosas" in Odis de Fernando Pessoa)

 
Toninho 09/02/2011

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