sexta-feira, 30 de março de 2012
Retiro
O retiro.
Às vezes a mente implora e temos que atender, são os incômodos da mente. Eles podem nos vir com rompimento de uma relação, numa mal sucedida carreira profissional ou mesmo por uma decepção, com aqueles que julgávamos nosso porto seguro. Incômodos que nos torturam, como uma perda de familiares onde sentimos o chão se abrir em enormes crateras.
Assim alguns se refugiam em profundo silencio que eu chamo de retiro espiritual, para de lá ressurgirem, fortalecidos e prontos, para a longa jornada nesta vida. Viver é mesmo estar nesta eterna mutação, enfrentando todas as adversidades em cada dia. Ao se retirar pode a pessoa fazer uma autoanalise com reflexões de vida e morte e assim, poder fazer esta volta com beleza e leveza de espírito.
Não creio que devemos matar um leão a cada dia, isto fere nossos princípios de paz e preservação da fauna e flora, logo se cumpre saber que, a vida nada mais é, que esta alternância de situações, que muitos definem como dias felizes e outros não e talvez por isso mesmo, seja ela tão motivadora e interessante. Viver nesta escada, que se alterna, é poder se permitir, viver emoções e encantar-se na sua plenitude.
Com esta simples crônica de reflexão apresento-lhes o novo livro de nosso amigo Jose Claudio “Cacá” do blog “Uai mundo?” Que após morte do pai entrou numa especie de retiro em sua cidade natal, mas externou sua louca vontade de retornar a este mundo virtual que nos aproxima. http://uaimundo.blogspot.com.br/
Parabéns Cacá por mais este belo trabalho em livro, que encontro na boca do forno, ou melhor, por este livro especial, que vem como uma ferramenta, para reflexões e analises de nosso tão tumultuado cotidiano. Um livro que pode ser lido abrindo aleatoriamente uma pagina e refletir.
Experimentem.
Toninho.
29/03/2012.
link da Editora : http://24.233.183.33/cont/login/Index_Piloto.jsp?ID=bv24x7br
segunda-feira, 26 de março de 2012
Haikais das Minas Gerais
Espinho fatal.
Polpa misteriosa_
Pequi natural.
Informação:
Rico em vitamina A, e vitaminas do complexo B. Sua castanha contém gorduras, cálcio, fósforo e ferro.
Funções: Preserva a visão noturna. Protege das infecções. Atua no desenvolvimento dos ossos e na formação de dentes. É bom para a pele.
Cuidado ao consumir o pequi: ele possui espinhos entre a castanha e a polpa. Apenas raspe a polpa.
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Chuva bem vinda.
Colheita Recorde_
Cafezal de Minas.
Informação:
As chuvas que fizeram alguns estragos em Minas
não atingiram a região cafeeira.Estima-se recorde na safra.
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Pensamento:
A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas. [Johann Goethe]
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Interação da querida amiga ELisa.T.Campos do blog Pintandohaikais.
Pequi, pequiá
É piqui-do-cerrado
que grande achado
Neste céu de anil
Tem um imenso cafezal
com sabor de Brasil
terça-feira, 20 de março de 2012
No meio das reticências.
No meio das reticências.
Procuro- te nas reticências do espaço.
Suspiro exclamativo de uma euforia,
Sinto que a paz se aconchega no abraço.
Tripla fusão de pontos desta alegria.
Incertas todas as horas de tua ausência
Sombrio porão do coração angustiado
Neste teu sentir reticente sem cadencia
Sobra um vazio de coração abandonado.
No amor não cabe esta incerteza
Pois que ele vive pela intensidade
De todos quereres feitos de clareza.
Dosa-te o pensamento com sutileza
Orna-te em sentimento de eternidade
E viva este amor como uma tigresa.
Toninho.
19/03/2012.
"O amor calcula as horas por meses, e os dias por anos; e cada pequena ausência é uma eternidade".
John Dryden
sexta-feira, 16 de março de 2012
A flor do dia
A flor do dia.
Fecha-se a janela, que dá para o jardim.
Ficam minhas saudades aprisionadas,
Como num jarro a bela flor esquecida.
Sem raios solares morre desbotada.
Pequena flor seus últimos pingos de vida.
Desesper0-me ao ver a flor que murcha,
Sobre a borda da jarra, ela se debruça.
Na janela apenas o lamento triste agora.
Falsa simbiose da flor que se enamora.
Em meio a este abandono que emperra,
Logo a esperança de amar vai embora.
Sem nenhum tipo de alento nesta agonia,
Que faça esperar pela nova manhã de gloria.
Vejo os primeiros raios solares pela janela
Deflorando a manhã, alimentando o jardim.
Sob o olhar atento do beija-flor na festa amarela
De um girassol que se oferece aos raios solares.
Mas a flor que outrora me encantara
Agora ali alheia à fotossíntese, agoniza.
Esta flor descrente dos galanteios solares.
E o ultimo cuitelinho num rasante foi embora.
Toninho.
12/03/2012.
quarta-feira, 14 de março de 2012
O tear das Serras.
Inhazinha nasceu e viveu pelas terras mineiras nas primeiras décadas após abolição da escravatura. Uma linda mulher que encantava e inspirava os pintores da época na fartura do busto e no brilho alvo dos dentes.
Ela se tornara conhecida na operação de um tear. Com seus movimentos rápidos e sincronizados ela mais parecia uma aranha em meio aqueles fios que tomavam vida e encantavam os olhos espantados da população serrana, tal a perfeição e beleza de sua produção.
Quando arguida sobre sua perfeição com um sorriso nos lábios dizia:
_ O segredo na arte de tecelã está no amor que se toca nos fios e eles nos retribui dando vida ao tecido, o segredo é a suavidade dos toques das mãos num processo de caricias.
Mas Inhazinha tinha um sonho, que era retratar num tecido a beleza dos campos por onde ela vivia e às vezes passava horas nos movimentos e troca de cores de fios. Perfeccionista sempre julgava que não estava próximo ao que idealizara. Algumas vezes perdia a ternura e com fúria desconstruía todo trabalho de um dia, outras jogava tudo num velho baú herança de seus familiares.
Certa manhã sua amiga e vizinha percebeu certo silencio na casa de Inhazinha, então começou a gritar por ela. Sem nenhuma resposta, rapidamente foi para os fundos da casa, onde um gato dormia na janela, mas a porta estava fechada. Preocupada e com medo a vizinha Joana, arrombou a porta e para seu espanto encontrou Iazinha desacordada junto do tear e enrolada num lindo tecido, que mais parecia uma tela. Pelo chão, fios de todas as cores espalhados.
Joana movida pela emoção da beleza do que vira, explodiu num grito que fez acordar Inhazinha. Joana correu para lhe abraçar, por saber que ela estava viva. Então Inhazinha após tomar um copo de água, relatou de sua jornada noite adentro naquele tear desesperadamente na busca do tecido perfeito de seu sonho.
Visivelmente cansada Inhazinha confessou que na madrugada, quando já sem animo, sentiu um toque de uma mão suave sobre as suas e um clarão no quarto e naquele instante o tear parecia vivo e encantado com movimentos mágicos e suaves reproduzindo em tecido tudo que idealizara,quando pronto, movida de alegria e espanto enrolou-se no tecido e adormeceu.
Foi assim que naquela manha da Primavera, todos na região fizeram romaria para conhecer o tecido do sonho de Inhazinha, que sem muita admiração insistia em dizer que fora uma obra dos Céus.
Toninho.
segunda-feira, 12 de março de 2012
O amor que sinto.
Como me sinto amado.
O amor que sinto, é o que me move e faz crer na evolução da cumplicidade em direção reta e certa da perfeita sintonia, onde reina a harmonia. É sentir a energização em cada palavra de carinho, cada abraço na declaração afetuosa. Creio neste amor, ainda que às vezes cheio de contradições, mas que sempre me resgata dos inevitáveis momentos de angustia e solidão, como benção para o coração.
Amor misto de doação, que alicerça os dias e faz crer na superação de todas as mazelas e permite sonhar em cada manhã com o paraíso, onde as almas entrelaçadas se repousam como em retiro, adquirirem forças, para exercício da tolerância ás inevitáveis falhas do outro, sem haver apodrecimento da confiança e o esfacelamento da família.
Sinto que o amor me abraça e faz cada dia mais inspirador na trajetória, reinventa emoções, faz voar como águia, cada vez mais ousada. Por ele arrisca-se em voos de manobras sincronizadas com o cotidiano, adubação necessária da relação na produção de frutos cada vez mais saborosos.
Belamente sinto-me amado como cantoria de pássaros, como brotação da semente plantada com amor, regada até criar vida. Sinto assim, como o olhar de uma mãe para o filho, que acabara de nascer, amor sem limites, sem medo da felicidade. Amor que azeita as engrenagens da relação. Por ele prazerosamente dedico o hino do amor.
Não existem formulas para o amor, mas entende-se, que as formas de se doar e permitir amar, que faz do amor um bem maior, que tanto aspiramos. É assim exatamente assim na medida certa e perfeita, que sinto este fogo maravilhoso de me sentir amado e amar belamente e intensamente.
Toninho.
Bom começar uma semana falando de amor, para que este sentimento irradie sobre os dias e faça a revolução que tanto sonhamos.
Este texto participou de uma proposta no http://pensandoemfamilia.com.br/blog/ , que continua nesta semana. Sugiro passar por lá para ler um pouco sobre o sentir-se amado.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Na partida.
Imagem Google.
A dor da partida.
Quem parte deixa uma eternidade.
Quem fica se abraça a esperança.
Mas nas caixas não cabem a saudade
Sobra esta dolorosa parte da herança.
A incerteza de uma volta que corrói
No café matinal posto sobre a mesa
No silencio impregnado deste ar
Fica o frio sob o lençol nesta noite.
Do banho que não lava esta saudade
Umedece o rosto as lembranças molhadas.
Há um grito sufocado preso na garganta
O amor que tudo viveu agora se espanta.
A partida carrega uma parte da gente
Aquela que não se sustenta em alimentos
Aquela que não descansa lentamente
Penso nela com um canto de lamentos.
Toninho.
Apenas uma inspiração.
Pensando em plataforma de estação.
ou por que este trem não sai da memoria?
quinta-feira, 8 de março de 2012
Delicia é... Ser Mulher.
Delicia é ...
Poder ouvir os sons da natureza, convivência sensivelmente harmoniosa em cada dos sentidos. É maravilhar-se com o botão de rosa no lindo processo de mutação. È poder cariciar cada pétala na sua suavidade. Dirão que isto é coisa de mulher, então eu sou mulher.
Delicia é mirar-se no espelho de uma lagoa com águas cristalina descendo daquela serra, admirar-se com os peixinhos multicoloridos em suas manobras rítmicas sincronizadas. Ainda aqui, dirão que é coisa de mulher.
Delicia é se fartar na colheita de frutos, frescos e belos. Saborea-los como criança feliz se lambuzar e se deliciar com o caldo a escorrer pelo peito. É emocionar no afago à terra dos canteiros de hortaliças ao retirar cada erva daninha e colher folhas verdes e macias. Coisa de mulher?
Ah, delicia é se largar na rede de uma varanda, num fim de tarde e ouvir os últimos cantos dos pássaros em direção aos ninhos. E assim, inebriar-se com o perfume da dama da noite em sintonia com a lua, que vem surgindo lentamente por detrás da mesma serra anunciando a chegada da noite. Seria também coisa de mulher?
Delicia é tocar suavemente os lábios da pessoa amada, enlaçar seu corpo, sob a luz prateada desta lua cheia, que brilha e reflete em seus olhos. Isto é coisa de homem que sabe e entende a delicia de ser a mulher amada.
Delicia é também sentir esta saudade em forma de lembranças suaves da de cada movimento de minha mãe, que me inspirou sempre a cantar para o bem de toda mulher, para que elas se sintam, como seres que merecem e sejam amadas como assim o fazem aos filhos.
Parabéns e obrigado mãe e todas as mulheres, que estão sempre a nos inspirar as mais belas e formosas palavras, num hino de amor e alegria, por que mulher é o símbolo maior de todas nossas alegrias.
Mulher é a ponte para a vida sobre todos os perigos desta existência.
Toninho.
08/03/2012
Sintam-se homenageadas todas mulheres, que gentilmene visitam este blog
deixando um pouquinho de sua graça e simpatia, todos os dias são seus.
Homens levem para suas amadas mulheres em toda extensão o meu carinho e admiração com meu Carinhoso abraço.
Observação: A foto é um clic da amiga Ines : http://mundodedilamar.blogspot.com/ no seu blog de fotografias. Obrigado Ines na liberação da foto.
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