Quisera
não saber deste incolor,
Que acinzenta
meu triste olhar,
no
outono verão com este calor,
Sem
a brisa que sopra deste mar.
Quem
sabe pudesse primaverar,
todos
os campos deste caminho,
para
que seja leve o meu andar,
ouvindo
cantoria de passarinho.
As
folhas secas onde piso agora,
crepitam
desafinadas na tarde,
quando
este Sol já vai embora,
e a
Lua Cheia vem com alarde.
E se
o Sol insistir neste ressecar,
Sigo
meus passos às montanhas,
primaverarei
o desejo de amar,
que arde
nas minhas entranhas.
Lá acordo
com ventos de maio,
o frescor
pela fresta da janela,
então
é outono. Finda o suplício,
ouço
do vento o canto à capella.
Toninho
20/04/2016
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A todos uma semana de paz.
