segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Homenagem ao Drummond

 É melhor deixar que ele fale dele e do sentimento do mundo.
 












Confidência do itabirano 


Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e
comunicação.


A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.

De Itabira trouxe prendas que ora te ofereço:
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...

Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!

Carlos Drummond de Andrade.(Sentimento do mundo).



Hoje o poeta completaria 109 anos.
Em nossa Itabira é dia festa assim como em outras cidades.










Fotos proprias numa de minhas voltas à saudosa querida Itabira.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Estrada dos sonhos.










Imagem Google




A estrada dos meus sonhos.


A estrada se abre infinita à minha frente,
onde os meus olhos não pousam o finito,
sinto apenas duas lagrimas docemente,
que ora deslizam paralelas no infinito.

Sonho com a ultima curva na estrada,
no sopé de uma serra agora distante,
lá o casebre ponto de minha jornada,
que viu partir um menino confiante.

Agora com olhar inverso nesta estrada,
que outrora carregara minhas esperanças
hoje se abre e me leva a uma retomada
De tudo que ainda mora nas lembranças.

Estrada confidente agora apenas calada.
No retrovisor meu olhar vê a distancia,
a sugar as arvores e faixas amareladas,
a me entrega nos braços de minha infância.


Toninho.
28/10/2011

Qunado saimos de casa e ganhamos a estrada da vida afim de realizar nossos sonhos, chega um tempo, que vem a vontade de fazer o caminho inverso.
Mas às vezes já não existe mais estrada nem lugar... 
Então viajamos pela mente tão somente.
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Pensamento:
...Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida...
Pablo Neruda

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Exercitando haikai





Calor intenso
Incêndio na mata_
Coala salva.






Fauna em fuga
Fogo na floresta_
Animais morrem.






Rolinhas soltas.
Canjiquinha pelo chão_
Festa no quintal



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Musica só se apertar o play.
Todas figuras do Google
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Interações:
Lidio  do Vozes da alma:
Flores no chão
Tapete de pétalas
Os pés hão de enfeitar






sábado, 22 de outubro de 2011

Do vazio da alma.







 Imagem Google




Do vazio da alma.

O coração nada entende do abandono,
Que vem pela manhã como vendaval,
Deposita todas as emoções no monótono,
Da inocência ferida no injusto tribunal.

Quem sonhou e deste recriou suas emoções,
Perdeu-se no caminho de suas concepções
Invadido em terra alheia e escusas intenções,
Revirada toda biografia como inundações.

São estes momentos que mortificam
Pelos desencantos de toda desconfiança,
De metralhadoras as rajadas massacram,
Como Enola Gay produziu sua matança.

Mas o coração teimoso também vive aos pulos,
Pois nada aprende nesta vida de revanche,
Ainda que desfragmentado em tantos cacos,
Cisma de plainar suavemente na avalanche.

Toninho
22/10/2011.

“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.” Che Guevara

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Flores na Janela.






 Imagem Google







Flores na janela.

Versos pendurados na janela florida.
Uma penca de poesia à bela senhora,
Que perfumada rima suave e linda,
Com as mais belas flores lá fora.

Poder maravilhoso vem na estação,
Que mesmo em face da melancolia,
Higieniza a alma e alegra o coração,
Recria esperanças e refaz a alegria.

Sentir suavidade no toque à rosa,
Na manhã que orvalha as pétalas,
Da divina rainha tão charmosa,
Vestimenta maravilhosa de gala.

Folgo-me no contemplar esta janela,
Com olhos brilhantes em admiração.
É assim, que me alegra a Primavera,
Como um leve afago ao meu coração. 


Toninho.
08/10/2011

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