sexta-feira, 28 de maio de 2021

Três mulheres do Brasil.

 


Hoje para a BC_ uma imagem em 140 caracteres de nossa amiga Marina , inspiro em três mulheres:  a que trabalha na lavoura, a professora e a mãe na cidade grande com suas festas em plena pandemia. Para outros olhares visitem o devaneiosedesvarios e vejam outros participantes. A imagem e meus olhares abaixo.


Três mulheres do Brasil.

 

Olhar I

É o tempo da colheita do milharal.

A procissão de lavradores se inicia,

é diferente daquela do êxodo rural,

mas de noite um cansaço a silencia.

 

Olhar II

Fim das impostas aulas presenciais,

com crianças dispersas e famintas.

Repito e repito lições fundamentais.

Sinto as minhas energias extintas.

 

Olhar III

As horas a atropelaram na espera,

do filho na rua diversão na bebida.

Presságio de desgraças a desespera.

Um gole do chá é a mãe adormecida.

 

Toninho

28/05/2021


Grato pela visita.

quinta-feira, 27 de maio de 2021

As três janelas.

 

Botando a cabeça para funcionar a BC da Chica de todos os dias 5, 15 e 25 aqui no bl0g chicabrincadepoesia, por falta de equipamento posto hoje inspirado na imagem abaixo oferecida pela Chica.

 As três janelas.

 

Quem mora na casa da janela florida,

ama cada flor que se prende a janela,

são rosas com todas cores pretendida.

Qual o mistério na ausência amarela?

 

São três janelas que debruçam na rua,

mas somente aquela que guarda flores.

Na noite de luar há luz na janela nua,

sob o facho ela crê suavizar suas dores.

 

Há outra janela aberta para o poente,

que ela sempre abre nos fins de tarde.

Seu corpo acolhe os raios sensualmente,

estranha simbiose todo corpo lhe arde.

 

Já a terceira janela o horizonte vigia.

A acolhedora matinal de raios do sol,

solidários libertadores da vida vazia,

escondida da noite sob um frio lençol.   

 

Toninho

26/05/2021

Meu outro blog

Grato pela 

visita



segunda-feira, 24 de maio de 2021

E agora Julião?

 


Desafio nº242 de Portugal de nossa amiga Margarida e equipe propõe:

Temos um percurso obrigatório de palavras: elas devem aparecer por esta ordem no texto, mas podem ser adaptadas (por exemplo: adiar – adiamento). Aqui estão: Modesto+ Pegada+ Cuidado+ Adiar+ Confuso.

Julião cidadão modesto, vivia no morro solitariamente. Domingo de carnaval foi com seu cão, catar latinhas de cervejas e desapareceu. Sequer uma pegada deixou.

Insistentes latidos acordaram Juliana. Cuidadosa pela janela viu só o cachorro. Sem adiar, convocou vizinhos, foram procurar com os foliões bêbados. Sem sucesso notificaram a polícia.  

Quarta-feira de cinzas aparece confuso sujo de batom, apenas lembrava da cachaça com aquela mulher. Foi golpe boa noite cinderela. Sorrindo abraçou seu cachorro, olhou amavelmente Juliana.

 

Toninho

24/05/2021


Grato pela 

visita



sábado, 22 de maio de 2021

Pedal pela vida.

 

Uma imagem em 140 caracteres projeto de nossa amiga Marina que toda sexta feira trás uma imagem para o desafio de síntese aqui no blog devaneiosedesvarios.blogspot.com/ que voce pode acessar e ver outros participantes e deixar sua participação. Deixo três olhares.


Subir a montanha como num palco,

é emoção acelerada em todo meu ser.

A cidade sob os pés que ora decalco,

é lembrança saudosa do amanhecer.


O querer aglomerar que me alucina,

a tentação que me salva a bicicleta,

pedalar solitário pela serra acima,

assim a minha vida está completa.


Vou pedalar sem rumo sem destino,

subir a serra, que esconde a cidade,

sob romântica neblina no matutino.

O olhar me leva ter paz e felicidade.


Toninho

21/05/2021.


Minha homenagem a uma vizinha e amiga das Gerais

Teresinha do blog bolhinhasdesabaoparamaria  

Em seu feliz aniversario.



Grato pela

visita.


segunda-feira, 17 de maio de 2021

Tudo no olhar.

 


Desafio de abril de 2021 de nossa amiga Marta Vinhais lá de Portugal pede que a partir da frase: " Mesmo que em palavras mal escolhidas " escrever sobre o olhar usando toda frase ou palavras dela. Conheça aqui o desafio e participantes escrevercomamor.blog o desafio é dado no final do mês.


Tudo no olhar.


Havia em aquele olhar só tristeza,

de quem no labirinto só via o breu.

Olhar oculto traduzia a incerteza,

que atormentava um coração ateu.

 

Proferias palavras mal escolhidas,

que pungiam embebidas de veneno,

no momento de êxtase malparidas,

abortavam o amor o prazer pleno.

 

Era armadilha aquele olhar estelar.

Frágeis desejos de uma presa fácil,

preso às redes prazerosas do amar.

Ardilosa trama do romance grácil.     

 

Pensamentos, desejos tudo no olhar,

mesmo que em face de toda euforia,

expelia palavras em duro sangrar,

da boca bendita a entoar a melodia.

 

Toninho

17/05/2021   

Grato pela sua

 visita



sábado, 15 de maio de 2021

Desistir jamais

 



Botando a cabeça para funcionar é uma BC da Chica Chica, que acontece todos os dias 5, 15 r 25 para uma imagem e leitura livre. Conheça e participe e veja os participantes aqui chicabrincadepoesia




Quando Cora viu aqueles olhos, sentiu algo lhe ferver, não acreditou no que sentia, refugiou-se num banco do parque. Seus olhos voavam pelas copas das arvores e aterrissavam onde ainda estavam aqueles olhos.

Cora se sentia velha, desprezou novos relacionamentos. Vivia solitariamente, saídas apenas para a igreja aos domingos e depois andar pelo parque ancorada numa bengala e sentar junto ao coreto para ouvir cantores locais.

Cora sofria com artrose, com frio perdia o humor. Nunca aceitou a ideia de cirurgia. Usava todas pomadas, que via propaganda. Aqueles olhos tiraram Cora do eixo, que olhava o joelho a latejar e a bengala num canto. Lembrou dos conselhos do médico, lá se foi Cora no quintal fazer exercícios diariamente.

Num domingo, quando Cora caminhava no entorno da praça, sentiu que alguém se aproximava. Despistou e continuou sua caminhada, quando foi chamada pelo nome, voltou-se e deparou com aqueles olhos. Sentaram num banco, ele gentilmente pegou um coco gelado para ela. As horas passaram sem que notassem. Um convite aceito para almoçar em sua casa.

A manhã se fez no dia mais feliz de Cora, que corria pela casa em arrumar e olhar as panelas. Cora aproveitou para usar velhos talheres esquecidos nas gavetas, toalhas de mesa amarrotadas pelo tempo. 

A solidão deu adeus a Cora, que nem lembrava do joelho enferrujado. Os dias sombrios ficaram para trás, ela só queria ser feliz e aprendeu, que a vida lhe dava uma chance. 

A campainha tocou, Cora sorriu feliz.

 

Toninho

15/05/2021



Grato pela 

visita.




terça-feira, 11 de maio de 2021

Reminiscências de Dalila.

 

Imagem e um conto é uma proposta da Norma com um calendário produzido pelos pintores com os pés e ou boca. Para maio a imagem abaixo. Aproveite e vá lá conhecer e participar. Aqui pensandoemfamilia


Janelas debruçadas sobre a rua integravam a gente do Vilarejo, onde a alegria e amizade era o diferencial. Parecia em constante festa com suas janelas e floridas. Era uma gente feliz simples no viver na perfeita comunhão.

Era a vila dos sonhos daquela gente da capital. Em noite de lua cheia um trovador aparecia com suas canções para delírios das mocinhas, cada uma pensando, que era para ela e o trovador seguia com seu canto melodioso. Nas procissões religiosas as janelas enfeitadas com lindos bordados das imagens de Cristo. À noite as velas nas janelas no belo bucolismo.

Uma guerra mal concebida com uma maldita bomba erroneamente lançada sobre o vilarejo, misturou sangue inocente às flores. Após cinco anos a mutilada Dalila começou a pintar com a boca as lembranças do vilarejo. Moradores emocionados decidiram reerguer as casas.

Foi assim, que ressurgiu o vilarejo, foi linda festa de entrega das chaves. Houve exposição das telas de Dalila ali vendidas. À noite um violão interrompeu o silencio. As moças das janelas jogavam flores. O seresteiro parou em frente à janela de Dalila cantou O Trovador. Dalila sorriu e emocionou-se nas lembranças do antigo vilarejo.

 

Toninho

10/05/2021


Grato pela visita.

Cuidem-se 

por favor.




 

domingo, 9 de maio de 2021

Aos olhos de minha mãe.

 

Canta para mim mãe, que meu sono vem.

Na imagem de minha mãe homenageio todas as mães do mundo.

Feliz dia todos os dias mães.

 Aos olhos de minha mãe.


Deitado na rede junto à janela

sempre ouvia minha mãe cantar,

sob a luz de um cotoco de vela

Eu o menino na rede a sonhar.

 

Teus olhos viajam na canção.

O canto (e) ternas lembranças.

Teu cantar saudoso é emoção,

a fazer ninar todas as crianças.

 

Aquela cantiga traduz saudade,

o repassar contínuo de sua vida.

uma cicatriz da crua realidade.

 

Tuas mãos lentas mãe querida,

de benzedeira anjo da caridade,

Olho-te, sinto a dor da partida.


Toninho

09/05/2021 

Reedição de 2010

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Uma generosa homenagem colhida pela Majo confira reinodascorujinhas


Uma rosa

Para você e às mães de sua vida.

Leve-a


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Grato pela

visita


quarta-feira, 5 de maio de 2021

Lamento telefônico.

 

Botando a cabeça para funcionar na 13ª edição de 2021 apresenta a imagem abaixo para livremente inspirar. Uma BC da Chica que acontece nos dias 5, 15 e 25. Conheça e participe e leia outros amigos aqui chicabrincadepoesia


Lamento telefônico.

 

Eternas lembranças da primavera,

chão atapetado de buganvílias rosa,

perfume pulverizado na atmosfera,

Paris era um jardim de tão graciosa.

 

Encontro casual na cabine telefônica,

naquela praça com olhares cruzados,

admirados pela beleza arquitetônica

nascia o romance entre dois exilados.

 

Única testemunha de nossa saudade,

na terra distante assistia emudecida,

o lamento dos privados da liberdade.

A voz materna era elixir para vida.

 

Agora revejo tudo com mais clareza,

o passado fez em mim sua tatuagem,

que é amuleto contra toda a bruteza.

Mas alivia-me rever a nossa imagem.

 

Toninho

05/05/2021   


Grato pela sua

visita.

Cuide-se.





sábado, 1 de maio de 2021

Páginas vazias.

 


Uma participação em três olhares para a imagem da semana na BC_uma imagem em 140 caracteres de nossa amiga Marina nos seu blog devaneiosedesvarios. conheça e participe com seus olhares. abaixo a imagem e meus olhares.



Olhar I

Longe se foi o tempo de faculdade,

noites perdidas, vida angustiante.

Agora enfrento a triste realidade,

a carteira vazia é decepcionante.

 

Olhar II

Era sua última entrevista no dia.

No seu corpo um cansaço terrível

as palavras se perdiam na agonia.

Só queria ouvir o sim confortável.  

 

Olhar III

Sua carteira espelha uma tristeza,

olhar de agonia na página vazia.

O que alimenta é tão só a certeza,

que terá chance após a pandemia.

 

Toninho

01/05/2021

Vejam que chic um poeminha meu meandyou gratidão à Beth Lilás

 

Hay que endurecer pero sin

perder la ternura jamás.

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 Viva os trabalhadores.

Não sois máquinas.

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Grato pela

visita.


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