A sentinela.
No cair da tarde em pleno agreste
os pássaros voam para os abrigos.
Calor malemolência no Nordeste,
Pausar é preciso longe dos perigos.
No céu azul a lua orna o infinito.
Passarinhos na pausa da revoada,
pousados num tronco é tão bonito,
com cantos maviosos na retirada.
Do casebre admirado o sertanejo,
ora elevando as mãos em gratidão,
quando a lua alumia seu lugarejo,
cobrindo seu barraco na escuridão.
Já é noite reina um silencio total.
Um toco de vela acesso na janela,
na solidão destaca-se o varapau.
A lua vai na rota como sentinela.
Toninho
26/11/2022
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