sábado, 27 de outubro de 2018

A doce quimera.


Poetizando e encantando projeto de reunião de amigos com objetivo de espalhar poesias aos quatro cantos do mundo, direção Lourdes em todo fim de semana no seu blog filosofandonavidaproflourdes. Convido a participar e conhecer belas inspirações de nossos amigos.


















Tu que vives pelos meus sonhos,
como os verdes campos floridos.
Bela flor para os olhos risonhos,
perfume ideal nos dias ungidos.

És árvore do pomar encantado,
raízes encravadas na felicidade,
és o fruto saboroso belo sonhado,
és doce quimera duma saudade.

Vivo nesta espera, é a fantasia,
magia a incandescer o coração.
inspirado te dedico uma poesia.

Penso em ti, sinto a primavera,
com o perfume da doce sedução.
Sorvo o vinho. Oh! Doce quimera.


Toninho
26]10/2018
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Desejo a todos um belo fim de semana.
Haja paz e alegria.


sábado, 20 de outubro de 2018

Coração em festa.

Hoje celebra o profissional, que pode ser reconhecido como um artista escritor, que usa de sua criatividade, imaginação e sensibilidade para escrever, em versos, as poesias que faz. 
E hoje tive a grata alegria de ler um poema lindo de nossa amiga Manuela um pouco ausente por situação de saúde que eu os convido nesta leitura aqui: Manuela

Minha homenagem à todos eles.


Poetizando e encantando um belíssimo projeto da professora Lourdes, que incentivo na participação, bem como conhecer e ler os participantes, confesso que fico emocionado com tantas belas inspirações. Ela sempre nos oferece uma série de imagens para uma escolha aqui: filosofandonavidaproflourdes a seguir a minha escolha de imagem e inspiração.
  


Há que se possa ter no amor inspiração,
constante avassaladora o vire a cabeça.
Ter mãos de artesão, poesias é a criação,
tecer versos fio a fio na paixão confessa.

Vive-se o amor inspirado pelas emoções,
cada ofertar de rosas cala-se pelo verso,
na inquietude do encontro dos corações,
suspiro alinhavado refaz meu universo.

Falar do amor, que no corpo incendeia,
pela metamorfose de sonhos libidinosos
iluminados pelo clarão duma lua cheia,
beijam-se envoltos os desejos prazerosos.

Assim se vive, pulsa o coração na festa,
num deliciar-se do puro mel da florada.  
Recria-se mil e uma noites com seresta,
só se despertam no canto da passarada.


Toninho
20/10/2018 


“O poema essa estranha máscara mais verdadeira
 do que a própria face. ” (Mario Quintana)

Parabéns à todos da poesia 
nesta edição



sábado, 13 de outubro de 2018

Aura da paz.



Uma inspiração para o projeto poetizar e encantar da professora Lourdes, que mesmo preocupada com doença em família, veio nos convidar para espalhar poesias pela blogosfera confira filosofandonavida.


Inesquecíveis os olhos abandonados,
perdidos no tempo foi-se a inocência,
reviver agora momentos sepultados,
lança o olhar no além em clemencia.

Há dentro do olhar uma suavidade,
que se irradia pela face por instante,
n0 resgate da doçura é credulidade,
alivio que é refrigério no já distante.

Ainda lembro aquela tua suave voz,
delicada numa deliciosa sonoridade,
como o exorcismo ao passado algoz,
teima reencontrar a tua jovialidade.

Havia no teu olhar algo que atraia,
que perto me envolvia numa calma,
alisei tua face como da Mãe Maria,
ela se irradiou de paz sob uma aura.

Toninho
13/10/2018

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Feliz domingo para você
numa semana de paz.
Grato sempre.




quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Itabira: Uma sombra de saudade





Uma lembrança a minha cidade Itabira-MG no seu aniversário de 170 anos de emancipação em 09/10/2018.

De Itabira carrego saudades, que me seguem como sombras. Saudades de minha catedral com sua praça com o obelisco, que chamávamos de pirulito, por onde as procissões contornavam, ou referência para separar homens de mulheres na procissão do Cristo Morto na Semana Santa. No adro um paredão com inúmeros furos onde se escondiam as andorinhas, mais tarde expulsas pelos pardais na usurpação dos ninhos para reprodução. Minhas andorinhas nunca mais apareceram.
Saudades das procissões na Semana Santa, mãos queimadas pelos tocos das velas que escorria. Vivia uma profunda emoção, lágrimas nos olhos ao ouvir o Sermão das Sete Palavras na procissão de Encontro na voz emocionada do Pe. Lopão(José Lopes) e daquele dilacerante canto entoado pela Verônica, eu vivia tudo, sentia, sofria na pele.


Saudades das ruas de pedras de minério de ferro escorregadias, que me fazia perder as pontas dos dedos no futebol diário. Saudade da dor, de ver o dedo sendo curado por minha mãe, com apenas sal e limão. Doía, mas no outro dia estava curado. Saudades das risadas dos passos desengonçados das moças quando perdiam os altos saltos nas pedras de minhas ruas.
Saudade do brilho do Pico do Cauê a sua imponência azul naquela serra, onde todos os dias, assistia o tingir do céu da poeira vermelha após as explosões com dinamites, que tremiam o chão e agitavam meu coração de menino, que achava linda toda àquela agitação de sirenes, pessoas correndo, cachorros latindo, vidraças vibrando, às vezes quebrando, eram como se o Pico gritasse como um leão na barriga daquela serra. Eu menino nem sabia que ali estava processando esta saudade que agora sinto.

Saudade dos comícios animados e engraçados dos dois partidos, de andar de carroceria de caminhão de bairro em bairro e eram tão poucos, que se faziam numa noite, menino seguindo gente grande na noite sem perigo da cidade, tudo era festa.


Saudade de colher as Gabirobas na serra de frente de casa onde hoje fica a casa restaurada de Drummond. Saudades de nadar nos rios e lagoas sem medo da xistose, passear pelos pomares na procura de Jabuticaba na chácara da Cia Vale do Rio Doce ou lá na fazenda Pontal da família de Carlos Drummond. Ah, esta saudade que sinto, desta Itabira que me faz hoje viver nesta distancia, coletando fragmentos, que minha mente insiste em servir no prato de barro, que buscava naquele brejo que não mais existe.
Ah, eu não queria sentir esta saudade dolorida, mas não tem jeito, pois cada vez que me vêm estas lembranças, há uma certeza, que há uma degradação pelo progresso sem controle de processos, nada preservou, resta apenas esta parede sem brilho, este buraco, esta serra careca, esta velha Maria Fumaça sem apito, sem fumaça, mal cuidada na entrada de minha cidade. São estas constatações que doem muito mais do que estas recordações que agora me acompanham.

Ah, eu não queria, mas como podem ver, eu não sei viver sem estas lembranças de uma Itabira que talvez só exista em minhas memórias, mas como dói.






Toninhobira


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Poesia esculpida no barro.



Botando a cabeça para funcionar um projeto da Chica juntamente com seu neto Neno sempre nos dias 5, 15 e 25 de cada mês. Conheça e participe com postagem livre e ou comentários na postagem dela aqui chicabrincadepoesia.blogspot. Vamos à imagem de hoje: uma obra prima da natureza com seu João de barro.



Eu construo palavras para ter poesia.
Ele com sua saliva constrói seu ninho.
Perco noites na procura da sintonia,
ele incansável leva barro no biquinho.

Vejo a natureza na poesia se aninhar,
posso ouvir cantoria dos passarinhos.
olho um João de barro para acasalar,
inspira os versos, que rimam carinhos.

A poesia é a casinha feita no coração,
como a casa de barro feita na arvore,
que baila pelo vento, não vai ao chão,
a inspiração vive, em quem se arvore.  

Mas quando minha poesia criar asas,
olharei filhotes principiando no voar.
Saberei que vem abandono das casas,
Pedreiro João de barro vem poetizar.

Toninho
05/10/2018

Em tempo parabenizo a amiga Anete do blog cirandadefrases  em aniversário neste sábado 6/10/2018.
Parabéns  Anete Anete com paz e harmonia na família. Nosso abraço.



Bom fim de semana amigos

Aos brasileiros que possam 
exercer o direito de votar 
num clima de paz.


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Mistério na outra margem.



Poetizando e encantando edição 55 da professora Lourdes que convido a conhecer e participar aqui filosofandonavidaproflourdes acontece todos fins de semana. A minha imagem escolhida e inspiração.



















Nesta margem do rio tudo é alegria,
na outra margem olhos angustiados.
O rio corre lento suave em harmonia,
há frescor nos dias mais ensolarados.

Pudesse o rio levar toda esta tristeza,
da moça que chora seu triste passado,
depositar no mar em sua profundeza,
suas velhas mazelas é o tudo desejado.

Todos os dias a vejo pelo rio sentada,
como em ritual toca os pés e as mãos,
seu olhar parece perdido na enseada,
onde mora sozinha em plena solidão.

Então naquela manhã de Primavera,
ela se fez mais bela, sob o sol radiante.
Vestiu-se como uma verdadeira Hera,
a vi mergulhar desaparecer a jusante.


Toninho
01/10/2018
meu outro blog: momentosdeinspirações


Que a semana
flua bela e
alegre.

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