domingo, 30 de outubro de 2016

O Outono além-mar.



Vejo além-mar um outono de lindeza,
a cada folha que cai vejo uma magia,
faz do outono uma estação da beleza,
com os belos tapetes para a travessia.

As folhas que caem por lá me visitam,
pelos olhos admirados nas fotografias,
que o marrom e amarelo me inspiram,
no remexer das folhas colho as poesias.

E em cada verso que vem me assediar,
ouço um sussurro ao som de um fado,
numa voz melodiosa que faz lembrar,
as longas noites frias do meu passado.

E quando os campos cobrirem de neve,
o dourado cederá seu lugar ao branco.
Vai Sentir um perfume ainda que leve,
ao sentar naquele inesquecível banco.

Toninho

29/10/2016


Inspirado nas belas fotos outonais de amigos em blog e Instagram, principalmente de Portugal, Espanha e Canadá.

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Uma boa semana
para vocês.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Com licença poesia.



Um médico poeta ao poente
como relax da sua profissão.
O Bip toca insistentemente.
Adeus poesia hora da missão
o verso vai ao chão tristemente.

Toninho
28/10/2016

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Participação na BC_umaimagemem140caracteres projeto da Mari e da Silvana toda Sexta-feira.

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Um bom fim de
semana a todos.


sábado, 22 de outubro de 2016

A moça dourada.




Quem é esta mulher que vive pela praia,
corre na areia e vem namorar o poente,
com corpo dourado oculto na minissaia?
Da minha trincheira a vi furtivamente.

Ela sempre cobre o teu rosto com o véu,
já sua pele resplandece no sol de verão.
Oculto meu olhar sob a aba do chapéu,
quando ela se vira para minha direção.

Mas quando cai a noite, ela reaparece
no farol como a deusa das águas azuis.
Um pescador solitário medra em prece,
à Iemanjá com sua manta lápis-lazúli.

Imóvel, eu observo a musa desaparecer,
sob as ondas numa pedra negra do mar,
sinto uma lagrima em meu rosto arder.
volto os olhos para o céu. É noite de luar.

Toninho

18/10/2016 

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Bom fim de 
semana.

domingo, 16 de outubro de 2016

Testemunha noturna.



Pensa nos momentos de euforia,
neste silencio que instala agora,
solidão vem como fera em fúria,
da rua vem um som de outrora.

A Canção de quem se angustia,
humilhado pela dor que aflora,
vaga a cantar pela noite vazia,
recolhe a viola diante a aurora.

A viola silencia na madrugada,
ouvem-se as noturnas criaturas,
com cantos piados na alvorada.

Quando o Sol inicia sua jornada,
livra-se de todas as amarguras.
Sorri para uma foto da amada.

Toninho.
10/10/2016

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Uma boa semana
paz e alegria.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Acaso num ocaso.



Quis viver um grande amor,
iludiu, esqueceu-se de viver.
nas noites era o puro terror,
a incompletude triste do ser.

Se acaso o amor vier visitar,
pensava e imaginava a hora,
como o guri aprendiz escolar,
ansioso na hora de ir embora.

E se nada acontece ao plebeu,
no insucesso vem lhe oferecer,
a descrença como vive o ateu
alheio à vida pensa só morrer.

Aos ouvidos chega uma voz:
Um amor não vem do acaso,
nasce, enraíza. Criam-se nós,
faz-se lindo como este ocaso.

Toninho.
03/10/2016

Da série apenas uma inspiração.

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domingo, 9 de outubro de 2016

Rancho da solidão.



Fica ali no alto perto do moinho,
com duas janelas para o jardim.
Um encanto à beira do caminho,
com perfume que vem do jasmim.

Quando a noite cai neste recanto,
Ouço o canto que vem do tambor,
dos quilombolas com o seu canto,
com canções que traduzem a dor.

O azeite alimenta a lamparina,
nesta noite sem amor sem luar,
somente uma mariposa declina,
na fumaça negra veio suicidar.

E assim neste rancho adormece,
este descrente saudoso trovador,
que canta seu amor como prece,
no desejo de encontrar um amor.

Toninho
06/10/2016


Inspirado na imagem que a Dorli usou aqui: chalezinho-de-amor 
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Uma boa semana
de paz e alegria.
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Um especial Viva para a minha cidade em aniversário de 168 anos hoje.
Itabira-MG





sábado, 1 de outubro de 2016

Emudecido pelos desejos.



É tão grande o vazio nesta noite,
que meu corpo em brasa dilacera.
Meus desejos galopam em açoite,
na angustiante solidão da espera.

Lá fora a lua cheia que encanta,
vejo na fresta da janela a sua luz.
la longe ouço uma voz que canta,
naquela seresta que não me seduz.

No relógio tique-taque aterrador,
Faz emudecer todos meus desejos,
que na madrugada define o amor,
eternizado prazer em teus beijos.

Enquanto a Lua conclui seu turno,
seguirei pelos caminhos, solitário,
há desencanto deste ser taciturno,
como o fiel para o confessionário.

Toninho

19/09/2016

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Um feliz Outubro
para você.
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